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Resíduos no dia a dia

Aquilo que chamamos de “lixo” e nos apressamos para “jogar fora” merece uma atenção especial por parte de cada um de nós. Pois na verdade são resíduos orgânicos (como restos de comida e plantas) e secos (plástico, metal, vidro, papel, entre outros) que devem ser destinados adequadamente para serem bem aproveitados e gerarem o menor impacto negativo ao meio ambiente e à sociedade. Se esse processo não for criterioso, o ecossistema é prejudicado, já que os resíduos podem contaminar solo, água e oceanos — afinal, o “fora” é o nosso próprio planeta —, além de causar problemas de saúde às pessoas e aos animais.

No Brasil, a geração total de resíduos sólidos urbanos em 2018 foi de 79 milhões de toneladas. Isso quer dizer que cada brasileiro gera, em média, 1 kg de “lixo” por dia. Uma quantidade enorme quando colocada em perspectiva:

Se todo o “lixo” urbano gerado pelos brasileiros fosse espalhado por uma estrada percorrendo os 7,4 mil km do litoral do país, em apenas 1 dia teríamos um tapete de resíduos com 3,5 centímetros de altura. E, em 1 ano, o acesso às praias seria bloqueado por uma enorme muralha malcheirosa de quase 13 metros de altura.

Resíduos

NÃO EXISTE “FORA”. TUDO VAI PARAR EM ALGUM LUGAR DO NOSSO PLANETA

Nunca pense, portanto, que os cuidados com o seu “lixo” são dispensáveis. Sabemos que não há como consumir sem gerar resíduos, mas é possível adotar hábitos de consumo consciente para gerar menos resíduos e fazer a destinação adequada tanto dos orgânicos quanto dos secos.

Os caminhos são muitos. E, felizmente, pequenas mudanças de comportamento de consumo resultam em grande contribuição para reduzir a geração de resíduos e melhorar a gestão daqueles que são gerados, principalmente se adotadas por um longo período de tempo ou várias pessoas.

VAMOS DAR OS PRIMEIROS PASSOS?

Para começar, conheça estes 10 primeiros passos:

Prefira produtos com menos embalagens
Privilegie os produtos duráveis
Opte por produtos com embalagens recicláveis
Evite o consumo de produtos que contêm microplásticos
Compre a granel e use seus próprios recipientes
Separe corretamente seus resíduos
Destine corretamente seus resíduos secos (recicláveis)
Faça a compostagem dos seus resíduos orgânicos
Descarte corretamente seus resíduos especiais e de grande porte
Implemente a coleta seletiva em seu condomínio ou comunidade
E-book Primeiros Passos: Resíduos
Que tal conferir outras dicas sobre consumo consciente e resíduos? Nosso e-book está cheio delas e vai ajudá-lo a colocar em prática hábitos que geram impacto positivo.
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Por favor, preencha os dados para baixar o seu e-book.
Porque se importar
40%
dos resíduos gerados no Brasil em 2019 foram descartados de
maneira inadequada, acabando em aterros e lixões (Abrelpe)
apenas
5,3%
do total de resíduos secos foram
de fato reciclados em 2019 (SNIS)
11 milhões
de toneladas de plástico são despejadas nos oceanos a cada ano,
o equivalente a 1 caminhão de lixo por minuto (UNEP) (Weforum)

1/3

dos resíduos domésticos são compostos por embalagens;
80% delas são descartadas depois de usadas uma só vez (MMA)

menos de
0,5%

dos resíduos coletados no Brasil em 2019
foram destinados para a compostagem (SNIS)
Glossário
CONSUMO CONSCIENTE
É consumir com melhor impacto, consumir diferente, sem excessos ou desperdícios, para que haja o suficiente para todos para sempre.
RESÍDUOS SÓLIDOS
Qualquer material ou bem resultante de atividades humanas que tem valor econômico.
REJEITOS
Resíduos sólidos que não têm valor econômico (fraldas usadas e lixo de banheiro, entre outros) ou que depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação (como embalagens com sujeiras impossíveis de serem removidas), possuem como alternativa apenas a disposição final ambientalmente adequada.
RECICLÁVEL
O que pode ser coletado e remanufaturado tornando-se um novo item. Um produto que tem propriedades para ser reciclado.
RECICLADO
O que foi coletado e remanufaturado e se tornou um novo item. Ou seja, um produto que foi de fato reciclado.
ATERRO SANITÁRIO
Terreno destinado ao aterramento de rejeitos e resíduos com estrutura adequada para causar menor impacto socioambiental. Antes de receber os rejeitos, o solo é impermeabilizado para impedir que o chorume (líquido originado da decomposição dos resíduos orgânicos) vaze e os gases liberados são capturados e convertidos em energia.
LIXÃO
Área a céu aberto, sem tratamento, destinada à disposição de rejeitos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos proíbe a existência e funcionamento dos lixões devido aos riscos à saúde e ao meio ambiente. No manejo inadequado, a decomposição de resíduos orgânicos gera chorume, que emite gases perigosos e contamina o solo e lençóis freáticos.
COLETA SELETIVA
Coleta de resíduos separados pelo consumidor, de acordo com a sua composição. A separação deve ser feita, no mínimo, entre resíduos secos (recicláveis), úmidos (orgânicos) e rejeitos, mas os recicláveis podem também ser separados por material: papel, metal, plástico e vidro. Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, a implantação de um sistema de coleta seletiva é obrigação de cada município.
COOPERATIVAS DE RECICLAGEM
Local de trabalho de associações de catadores onde, depois de realizada a coleta seletiva, há separação de resíduos conforme o seu material, triagem, prensa e venda desses resíduos para empresas recicladoras.
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
Conjunto de ações nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento, destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos.

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